Clitóris: Além do prazer, conheça um pouco mais sobre ele

Publicado por :Luciana Matos - lucianasantosdematos123@gmail.com
27/8/2019

Único órgão do corpo humano que serve exclusivamente para o prazer

 

Você sabia que o clitóris é um órgão muito mais complexo do que parece? Essa falta de informação pode parecer comum já os esquemas anatômicos sempre ignoram o assunto. Até o começo do século XX o clitóris era completamente omitido nos livros de anatomia, quando mencionado era de maneira superficial.

(Foto: Divulgação)

Decepcionada com a forma que o assunto era tratado nos livros, a urologista australiana Helen O’Connell, da Universidade de Melbourne, em Sydney, começou estudar o assunto por conta própria e descobriu que o órgão tem mais nervos e vasos sanguíneos do que se supunha, além de partes não visíveis, ou seja, clitóris é bem maior do que parece.

A maior parte do órgão se encontra no interior do corpo. O clitóris fica localizado bem onde os pequenos lábios se encontram, acima da uretra. Ele tem o dobro de terminações nervosas que o pênis, em torno de 8.000 e o pênis somente 4.000. Com o aumento do fluxo sanguíneo o clitóris fica ereto e duro e é muito irrigado. Quando excitado a estrutura fica com o dobro do volume.

Além da parte externa, há três partes internas: os crus, constituídos de dois corpos cavernosos, que se unem e formam o corpo do clitóris e dois bulbos de tecido erétil – os chamados bulbos de vestíbulo – que descem ao longo da vulva. No momento em que a mulher está excitada, esses bulbos se enchem de sangue e incham, tornando a uretra e o canal vaginal ainda mais sensíveis para o sexo. Diferente do que acontece com a ereção masculina, depois do orgasmo estes músculos não se relaxam completamente, por isso as mulheres conseguem ter orgasmos múltiplos.

70% das mulheres tem orgasmo clitoriano e 30% tem orgasmos vaginais (que na verdade é um orgasmo clitoriano, porém estimulado por via vaginal), já que a vagina é um órgão com pouca sensibilidade.

Durante séculos o clitóris foi negligenciado, depois que os órgãos reprodutores e mecanismos de fecundação foram desvendados, o clitóris foi praticamente esquecido.

Em 1865 um médico inglês Baker Broun, suspeitava que o clitóris era responsável pela histeria, pela epilepsia e outras formas de loucura, o tratamento que ele recomendava era terrivelmente eficaz. Recomendava a retirada do clitóris. Felizmente um grupo de médicos não concordava com este método. Mas mesmo assim esse método não foi totalmente abandonado, e centenas de mulheres foram mutiladas até os anos 20. E Freud, pai da psicanálise não foi muito generoso com nós mulheres, propondo uma nova teoria, ele admite a importância do orgasmo, mas declara que o orgasmo clitoriano é infantil e que mulheres maduras teriam que transferir seu orgasmo para a vagina, o que não é verdade.

E se não conseguisse? Seria considerada sexualmente imatura.

A maioria dos livros que falam sobre educação sexual, mencionam somente a parte reprodutiva, descrevem os órgãos reprodutores e esquecem do clitóris e nem mesmo falam sobre o orgasmo feminino.

Um órgão negligenciado, que merece ser discutido e conhecido, embora muitas mulheres não se sentem a vontade para falar sobre este assunto.

Por isso é importante perguntar ao seu médico sobre sua anatomia e função; a Dra. Asta Adeli alerta: “sempre digo para as minhas pacientes – ‘façam uso dele, ele não está ali por mero acaso ou só por beleza”.

E se quer se conhecer mais você pode contar com a Dra. Asta, que é ginecologista e especializada em cirurgia intima e estética vulvo-vaginal.

 

A Dra. Asta atende na Rua D. Pedro II, 648 – Primavera, Barreiras – BA. Telefone para contato: (77) 9801-5501/3611-7165/3612-7530