Parque Vida Cerrado já restaurou mais de 1,3 milhão de m² em áreas agrícolas do Oeste baiano

O Parque Vida Cerrado anuncia, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o atingimento da expressiva marca de 1.350.000 metros quadrados de áreas restauradas em propriedades agrícolas do Oeste da Bahia, com técnicas integradas de manejo da flora e da fauna, nos últimos três anos. A área total restaurada, que equivale a 135 campos de futebol (ou hectares), representa um volume significativo no cenário nacional, posicionando o agronegócio do Oeste baiano como referência, não só em altas produtividades e tecnologia, como também em ações de conservação da biodiversidade.

“É uma grande honra para nós, do Parque Vida Cerrado, liderar o maior projeto de restauração do Oeste da Bahia. Os produtores que aderiram à proposta receberam um ‘cardápio’ de estratégias de restauração personalizadas para cada propriedade, o plano de monitoramento dos resultados e o subsídio para os insumos necessários, como mudas e sementes. Os resultados obtidos, a partir do restauro de mais de 135 hectares, consolidaram um modelo de negócio referência na restauração florestal e na obtenção de metodologias para avaliações de áreas prioritárias. Temos implementado ações eficazes, acessíveis e de alto impacto ambiental, que podem ser replicadas em outros projetos de restauração de vegetação nativa do Cerrado em toda a região Oeste da Bahia. Neste ano, pretendemos escalar a restauração ecológica para mais 400 hectares e estamos em busca de produtores que queiram aderir aos novos modelos de restauração”, assinala a bióloga e coordenadora do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Rosa.

Com quase duas décadas de atuação, o Parque Vida Cerrado é o primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Matopiba (região agrícola que abrange trechos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Fundado em 2006, como resultado de uma iniciativa da empresa Galvani Fertilizantes – sua principal mantenedora – e localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, mantém um núcleo para realização de projetos e atividades socioambientais, um criadouro científico para fins de conservação de animais silvestres e um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado.

Em 18 anos de atuação, envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações, conduziu a reprodução bem-sucedida de mais de 40 animais silvestres (alguns deles incluídos na lista de espécies em extinção), capacitou centenas de coletores e estruturou a rede de coletores de sementes nos assentamentos, produziu e distribuiu mais de 200 mil mudas para reflorestamento urbano e rural e assumiu protagonismo na proposição e condução de diversos projetos em parceria com o agronegócio. Grande destaque dentre as iniciativas adotadas diz respeito à consolidação de uma importante parceria para apoiar produtores rurais na restauração de vegetação nativa de alta eficiência em áreas de propriedades agrícolas – ação que, somada aos demais esforços, posiciona o Parque Vida Cerrado como um dos principais protagonistas do novo momento da restauração ecológica no Cerrado do Oeste baiano.

O Parque Vida Cerrado conta com o Centro de Excelência em Restauração – espaço que dispõe de equipe multidisciplinar com profissionais de agronomia, veterinária e biologia com ampla expertise no bioma, de conjunto de tecnologias adaptadas para a região e de assistência técnica superior e de menor custo para prestação de todos os serviços da cadeia de restauração, desde o diagnóstico de áreas degradadas à execução e monitoramento. Integra também a estrutura do centro um viveiro referência na produção e distribuição de mudas de espécies nativas. “A região tem condições, estrutura e pessoal qualificado para conduzir o processo de restauração. Isso é possível, pois utilizamos técnicas específicas para cada trecho de área a ser recuperada. Pelas características do nosso bioma, é possível utilizar métodos diferenciados como a muvuca, por exemplo, que simula o design da natureza, evitando o desperdício de recursos e promovendo o desenvolvimento de redes de coletores de sementes locais. A partir dessa ação, promovemos mudanças não apenas ambientais, mas sociais e econômicas”, afirma Gabrielle.

A coordenadora ressalta, ainda, que a maior contribuição das ações é a valorização de produtores rurais – que são diferenciados, dispostos e comprometidos com o processo da conservação, pois vão além da obrigatoriedade. “Esse exemplo valoriza ainda mais a atividade e a propriedade agrícola e incentiva outros agricultores a compreenderem que buscar uma agricultura com um foco mais amplo e uma visão conservacionista é uma questão de sobrevivência, pois a preservação dos serviços ecossistêmicos e dos recursos hídricos depende da manutenção da vegetação nativa. Depois de experiências bem-sucedidas, vamos oportunizar novamente aos produtores a possibilidade de integrar nossos projetos de restauro, como agentes de transformação. Nosso propósito é tornar a agricultura do Oeste baiano ainda mais sustentável e competitiva”, assinala.

Informações de Assessoria de imprensa / Heloíse Steffens/ Jonal Nova Fronteira
Foto: Divulgação

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