TURISMO: Governo peruano aumenta limite diário de visitantes em Machu Picchu

Em 2024 será mais fácil percorrer as ruínas de Machu Picchu. O governo peruano anunciou que, a partir de 1º de janeiro, aumentará a capacidade do mais conhecido sítio arqueológico da América do Sul de 4.044 para 4.500 visitantes por dia, ou 5.600 em datas especiais ao longo do ano.

Para preservar as ruínas, cuja integridade vem sendo ameaçada pelo excesso de pessoas ao longo das décadas, as autoridades peruanas implementaram um novo sistema de visitação em 2017. Desde então, o turista precisa escolher entre dois turnos (manhã ou tarde) e reservar um horário para a entrada (a partir das 6h). O viajante também precisa se ater a circuitos pré-estabelecidos e não pode mais visitar o sítio arqueológico desacompanhado de um guia regularizado.

Desde então, a capacidade de visitantes mudou diversas vezes. Em 2017, eram permitidas quase seis mil pessoas por dia. Em 2020, com a pandemia da Covid-19, Machu Picchu foi fechada completamente, e a reabertura se deu apenas em 2021, quando o número de visitantes permitidos era de, no máximo, 2.244. No ano seguinte, passou para 3.044 e, logo em seguida, para 4.044 (destes, mil são vendidos de maneira presencial).

O aumento anunciado no último sábado (30/11) visa solucionar um problema de falta de ingressos. Desde o ano passado, turistas e agências de viagem têm reclamado da dificuldade de reservar as entradas, dada à alta demanda. Não foram raros os momentos em que os bilhetes ficavam esgotados no site oficial de venda por semanas e até mesmo meses, o que provocou, inclusive, greves de trabalhadores e empresários do setor.

Por outro lado, entidades e especialistas ligados à preservação histórica alertavam para os riscos de que Machu Picchu, uma das sete maravilhas do mundo moderno e principal atrativo turístico do Peru, afundasse devido ao intenso movimento de visitantes. O controle de acesso chegou a ser recomendado pela Unesco, que tem as ruínas incas listadas como Patrimônio Mundial desde 1983.

O equilíbrio entre a necessidade de receber mais pessoas e preservar sua principal relíquia histórica, na visão do governo do Peru, é o número de 4.500 visitantes por dia, com picos de 5.600 em datas especiais, que ainda não foram especificadas, a partir de 1º de janeiro de 2024. Outra mudança importante anunciada pelas autoridades nacionais diz respeito à comercialização dos ingressos. O governo quer que a partir de janeiro, todos os bilhetes sejam reservados de maneira on-line. Já o setor turístico de Cusco e Águas Calientes, as cidades mais próximas das ruínas, quer manter ao menos uma cota de mil ingressos vendidos de maneira presencial, como acontece atualmente.

Informações de O Globo
Foto: Reprodução

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