SAIU NA ADORO: Implantes: Uma revolução no equilíbrio hormonal

Artigo

@jahilton.lopes

Texto: Jahilton Lopes

Desde 1939, os implantes hormonais subcutâneos têm sido uma opção de tratamento usados na Europa, EUA e Austrália. Uma terapia que oferece uma série de benefícios para mulheres e homens, proporcionando uma maneira eficaz de equilibrar os níveis hormonais. As indicações mais frequentes são a menopausa, andropausa, e a endometriose e adenomiose.

Existem dois tipos de implantes: os absorvíveis e os não-absorvíveis. Os absorvíveis duram cerca de 6 meses e não precisam ser retirados, já os não-absorvíveis duram cerca de um ano, porém necessitam ser retirados após esse período. A escolha do tipo de implante dependerá das necessidades de cada paciente.

Os hormônios mais utilizados nos implantes são o estrogênio, a testosterona e a gestrinona. Eles são liberados gradualmente no organismo ao longo da duração do implante. A dosagem controlada e a liberação sem interrupção garantem um tratamento estável.

Para a utilização dos implantes é necessária a realização de uma anamnese cuidadosa e exames complementares. Isso é necessário para que o controle hormonal seja feito de forma segura e eficaz. Vale ressaltar que o implante hormonal é a única forma de terapia de testosterona que recria os níveis fisiológicos tanto em homens quanto em mulheres.

Os implantes são seguros, biologicamente idênticos, e absorvidos diretamente sem precisar ser ingerido oralmente ou por injeção intramuscular. Essa característica evita o incômodo diário e garante a disponibilidade hormonal constante.

A terapia também se destaca pois reproduz níveis no sangue consistentes e estáveis, fornecendo uma liberação na quantidade correta de hormônio, visando manter a fisiologia adequada e atender à demanda do corpo humano. Os implantes são individualizados para cada paciente e com sistema de liberação idêntico ao biológico.

Os hormônios bioidênticos também oferecem outros benefícios além do equilíbrio hormonal. Eles são cardioprotetores, melhoram a densidade óssea e não aumentam o risco de trombose.

Apesar dos muitos benefícios, é importante salientar alguns efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer na fase de adaptação, como queda de cabelo, acne, sangramentos genitais e ganho de peso. Entretanto, geralmente os efeitos melhoram com o tempo, e deverão ser tratados de forma específica caso seja necessário.

Algumas contraindicações ao uso de implantes são: sangramento uterino anormal, sobreviventes de câncer de mama e próstata. Nesses casos é importante ter orientação do seu médico para buscar outras alternativas de tratamento específico.

Jahilton Lopes formou-se em medicina pela Universidade Federal da Bahia. É especialista em ginecologia e obstetrícia e ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia pela FEBRASGO/CBR. Atua em Barreiras desde 2006 nas áreas de Ginecologia, Obstetrícia e Ultrassonografia.

Fotos: Guilherme Augusto

  • Compartilhe: