MUNDO: Prisão mais antiga do Japão se tornará hotel de luxo em 2024

A antiga prisão de Nara, no Japão, se prepara para se tornar um hotel de luxo que deve abrir suas portas aos turistas em 2024.

A empreitada, conduzida pelo grupo Hoshino Resorts, tinha inauguração inicialmente prevista para 2021, segundo a agência EFE, mas sofreu atrasos em meio à pandemia e ainda se encontra em processo de revitalização.

Considerado patrimônio cultural pela prefeitura de Nara, o complexo foi finalizado em 1908 pelo governo Meiji com o propósito de modernizar e reabilitar infratores no Japão, um projeto que ainda envolveu outras quatro prisões “modelo”. Entre 1946 e 2017, ela funcionou como centro de detenção de menores, até que finalmente fechou as portas.

A construção foi tombada no mesmo ano do encerramento de suas atividades graças à sua arquitetura de traços romanescos com tijolos vermelhos que a torna única.

Por isso, a Hoshino Resorts já divulgou que planeja não só abrir o hotel no conjunto de edifícios de 106 mil metros quadrados, mas também um museu e centro comercial. Segundo estimativas do projeto original do Ministério da Justiça japonês de 2019, obtidos pela EFE, as obras devem custar cerca de 15 bilhões de ienes ou R$ 550 milhões.

O novo hotel em Nara, que já foi capital do Japão na Idade Média, terá “algumas dúzias” de quartos espalhados por quatro dos cinco prédios que compunham a prisão, de acordo com o jornal local Nikkei. Celas de pé direito alto serão usadas como quartos, enquanto os cômodos de guardas e áreas de depósito serão transformadas em áreas comuns.

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Informações sobre diárias ainda não foram divulgadas, mas a publicação estima que o preço deva variar entre 50 mil e 80 mil ienes (entre R$ 1.825 e R$ 2.920) por noite. O conjunto deverá ter amenidades de alto padrão, para que haja retorno financeiro que compense os altos gastos que a preservação e manutenção de uma construção destas proporções exigem.

Uma das etapas do empreendimento, segundo a Hoshino, será um reforço especialmente contra terremotos, que pode prejudicar a estabilidade da antiga prisão.

Informações da Uol
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