ENTRETÊ: Caetano Veloso celebra 81 anos de vida; relembre começo da trajetória

No dia 7 de agosto de 1942, nascia em Santo Amaro, cidade do Recôncavo Baiano, Caetano Veloso. O quinto filho dos sete de Dona Canô e seu Zezinho chegava ao mundo e, desde os primeiros anos de vida, a música se fez presente – principalmente quando, em 46, o pequeno Caetano escolhe o nome da irmã recém-nascida, Maria Bethânia, por conta de um grande sucesso do cantor Nelson Gonçalves. Muito tempo depois, a criança que adorava artes na infância cresceu e se consagrou como um dos grandes artistas do país.

E, nesta segunda-feira (7), Caetano Veloso celebra 81 anos de vida. Que tal relembrar grandes marcos do começo da trajetória dele?

As habilidades artísticas de Caetano foram reconhecidas desde cedo. Aos 5 anos, ele já mostra o gosto pela música e escutava os sons da época, sendo nas rádios, Luiz Gonzaga, e nas ruas, as rodas de samba. Aos 10, Veloso canta, em gravação única feito para família e acompanhado da irmã Nicinha – que tocava piano -, “Feitiço Da Vila” de Vadico e Noel Rosa, e “Mãezinha Querida” de Getúlio Macedo e Lourival Faissal.

Em 1960, Caetano se muda para Salvador junto a família e daí em diante, a proximidade com a música só cresceu. Um ano após a mudança, o interesse por esse mundo se intensificou graças à Bossa Nova. Com muitas influências do também baiano João Gilberto, no mesmo período, ele aprende a tocar violão e passa a cantar junto a Maria Bethânia por Salvador.

O ano de 1963 foi marcado pelo ingresso de Caetano na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e principalmente por um encontro que mudou a sua vida: Gilberto Gil. Em 63, o produtor Roberto Santana apresentou Gil a Caetano, e no mesmo período, nasce a amizade do artista com Gal Costa e Tom Zé. Também acontece o primeiro trabalho musical do baiano que foi responsável pela trilha sonora da peça “O Boca De Ouro” e convidado a compor “A Exceção E A Regra” (Bertorlt Brecht).

O histórico show “Nós, Por Exemplo” foi o destaque de 64. A apresentação com Caetano, Gil, Bethânia, Gal e Tom Zé abre as portas do Teatro Vila Velha, inaugurado em Salvador.

No ano seguinte, o músico de 23 anos conhece o ídolo João Gilberto, em Salvador. Apesar de tudo que a capital baiana o trouxe, Caetano vai para o Rio de Janeiro com Bethânia e os amigos que também cantaram na inauguração do Vila Velha também se transferem para o sudeste do país. No mesmo ano, acontece a gravação do primeiro compacto simples de Veloso com “Cavaleiro” e “Samba Em Paz”.

Em 1966, ele estreia nos festivais de MPB e recebeu o prêmio de melhor letra com “Um Dia”, no 2º Festival de Música Popular Brasileira.

A Philips o contrata em 1967 e, no mesmo ano, chega para o mundo o LP de estreia “Domingo”, divido com Gal Costa.

Em novembro de 67, outros dois acontecimentos marcaram Caetano: o lançamento de “Alegria, Alegria” e o casamento com Dedé Gadelha.

Em 1968, a gravação do primeiro LP individual do cantor, intitulado “Caetano Veloso” trouxe várias faixas consagradas posteriormente como “Alegria, Alegria”, “Tropicália”, “Soy Loco Por Ti, América” e muitas outras. Outro LP, mas desta vez coletivo, também fez muito sucesso na época, o “Tropicália ou Panis Et Circensis” com Gil, Gal e Tom Zé.

No ano seguinte, Caetano e Gil fazem os shows de despedida nos dias 20 e 21 no Teatro Castro Alves, antes de se exilarem junto às respectivas esposas.

Já em 1970, Caetano lança na Inglaterra o primeiro disco concebido e gravado no exílio, “Caetano Veloso”, com seis canções em inglês.

Daí em diante, a carreira musical de Caetano decolou e não foram poucos os acontecimentos na vida pessoal dele. Exílio para Inglaterra, lançamento do icônico álbum “Transa”, turnês em toda Europa com Gal Costa, separação com Dedé Veloso e união à Paula Lavigne, título de doutor Honoris Causa pela UFBA e vencedor de Grammy foram apenas alguns dos ocorridos.

Informações do IBahia.
Foto: Divulgação

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