BAHIA FARM SHOW: Instituto WP reúne mulheres de sucesso para falar sobre Gestão de Negócios, Governança e Sucessão Familiar

Gestão, Governança e Sucessão. Esse foi o tema da palestra que movimentou o segundo dia da Bahia Farm Show, no estande WP Agroempresarial. O painel, mediado pela COO da WP, Katerine Rios, reuniu grandes histórias de mulheres que se destacaram em suas trajetórias profissionais em empresas familiares.

Para este debate foram convidadas as vice-presidentes da Faeb, Carminha Míssio; da Abapa, Alessandra Zanotto; e do Sindicato de Produtores Rurais de Barreiras, Rosi Cerrato; e a presidente da Jacto, Alessandra Nishimura; que veio de São Paulo especialmente para o evento. Esta foi a primeira vez que ela participou da Bahia Farm Show.

Nishimura, que pertence à terceira geração da Jacto, está no grupo há 21 anos e compartilhou parte dos seus desafios. “Nem todos os herdeiros trabalham no grupo, mas há um Conselho da Família que é escutado e levado em consideração nas tomadas de decisões. O tripé que me baseio é amor, perdão e bênção”, disse.

Histórias como a de Nishimura se repetem. Zanotto contou que enfrenta situação parecida, mas que dribla as dificuldades deixando as intenções muito claras, para evitar ou minimizar conflitos. “É um processo de maturação, mas a transparência é essencial”.
A roda de conversa contou com a participação especial de Lídia Maria de Souza, produtora rural pioneira na região e visionária do seu tempo, pois foi a primeira a investir em Luís Eduardo Magalhães quando essas terras ainda eram desacreditadas. Como não bastasse apostar comprando 180 mil hectares, ainda convenceu outras famílias sulistas a migrarem. Deu tão certo que a cidade tornou-se um dos maiores polos produtiva do País.

Carminha Missio foi uma das agricultoras recebidas por Lídia para desbravar o Cerrado. Ao lado do esposo e dos irmãos, ela integra um grupo familiar que também trabalha a gestão, governança e sucessão. “Sucessores são diferentes de herdeiros, por isso é importante que se identifique os perfis das novas gerações para saber como atuar em cada caso. Mesmo aqueles que não forem suceder é preciso entender do negócio para saber cobrar do conselho”, avaliou.

Já a também produtora e presidente do SPRB, Rosi Cerrato, destacou a contribuição feminina não só no negócio, mas como base da família, atuando ao lado do companheiro. “Nossa gestão e governança começa em casa e chega até o nosso negócio rural, pois estamos sempre contribuindo, seja em casa, no escritório ou na fazenda. Mas acho que o mais desafiador é formar sucessores, pois o seu negócio não necessariamente é a pretensão dos seus filhos”, ponderou.

Fonte: Ascom/ Instituto WP.
Fotos: Guilherme Augusto

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