SAIU NA ADORO: Um alívio para bebês e crianças: conheça os benefícios da osteopatia pediátrica

A osteopatia é uma área da fisioterapia bastante conhecida no Brasil. O que pouca gente sabe é que existe uma área dessa especialização que trata exclusivamente de bebês e crianças: a osteopatia pediátrica. Apesar de já ser uma realidade em outros países, por aqui essa especialização ainda é pouco difundida, apesar dos benefícios da terapia.

Em Barreiras, Oeste da Bahia, a Fisioterapeuta Osteopata, Katianne Dias, atua há 20 anos e foi uma das pioneiras na região a atender essa faixa etária. A profissional é formada pela Escola de Osteopatia de Madrid e é referência no assunto por possuir a maior graduação no segmento: o título de D.O (Diplomada em Osteopatia) pela Scientific European Federation of Osteopaths, que tem validação internacional.

De acordo com a profissional, já existem diversos artigos científicos que comprovam a eficácia da osteopatia pediátrica. É indicada para assimetrias do crânio, torcicolo congênito, obstrução do canal lacrimal, otites frequentes, refluxo gastroesofágico, constipação, disquesia, cólicas, dificuldades de amamentação, deglutição ou até de alimentação. Dra. Katianne, que é também pós-graduanda em Dor pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP), diz que no caso de bebês maiores é possível ainda tratar outros problemas: “podemos usar a osteopatia pediátrica em casos de dificuldade no ganho de peso, choro constante, irritabilidade, insônia ou sono agitado.” 

A profissional acrescenta que até mesmo as crianças a partir dos dois anos podem aproveitar os benefícios da terapia em alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, posturais e gastrintestinais, e dificuldade de aprendizagem, por exemplo.

Avaliação e tratamento

Dra. Katianne conta que o primeiro passo é submeter o paciente a uma avaliação criteriosa para definir como será o tratamento: “Cada indivíduo vai receber um atendimento personalizado e de acordo com as suas indicações, já que este é o momento de avaliar e buscar alterações, como compressões ou restrições no corpo e no crânio do bebê que, se não forem corrigidas, podem gerar compensações e alterações mecânicas que podem persistir ao longo da vida.

A osteopata enfatiza que o mais importante é buscar um profissional qualificado, que neste caso é o fisioterapeuta especializado em osteopatia. Somente ele pode exercer a profissão: “é o que define a legislação através do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), que reconhece a Osteopatia desde 2001 como uma especialização profissional do fisioterapeuta. Isso é fundamental para a segurança do tratamento e do paciente”, completa ela.

Ela garante que este é um tratamento seguro, já que o paciente é submetido a uma avaliação antes do início do tratamento e será tratado de acordo com as suas indicações e contraindicações. “Como é uma ciência que não usa medicação, é natural e trabalha com as estruturas do corpo, com a mobilidade dos tecidos, não tem riscos”. 

Fotos: Erisney Ribeiro

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