BAHIA: Embasa é a empresa campeã de reclamações no Procon baiano

Atire a primeira pedra quem nunca ficou insatisfeito com um serviço prestado por uma empresa, seja ela pública ou privada. Quando a relação entre consumidor e prestador é tensionada, uma das soluções é buscar a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor da Bahia (Procon-BA), que divulgou o ranking de empresas que mais receberam queixas no ano passado, nesta terça-feira (15). Houve um aumento de 26% no número de reclamações em comparação com 2021 e a Embasa manteve a liderança pelo sexto ano consecutivo.

Já é de praxe que a divulgação do Cadastro de Reclamações Fundamentadas seja feita no Dia Mundial do Consumidor, celebrado ontem (15). Dessa vez, o evento ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Piedade. As empresas de água e esgoto, energia, telefonia e do varejo registraram as maiores queixas dos clientes. Foram 37.718 reclamações em 2022, contra 29.811 do ano anterior.

Um dos objetivos da lista é garantir que os consumidores estejam munidos de informações quando for contratar um serviço. Mas nem sempre é possível ter poder de escolha. A empresa responsável pelo fornecimento de água potável na Bahia, Embasa, recebeu 318 reclamações, sendo que os problemas só foram resolvidos em 65 das situações. A taxa de resolutividade é de 20% e a empresa figura como líder do ranking desde 2017.

“A composição do cadastro se dá pelas reclamações cuja complexidade ou ausência de resolução no atendimento exige a instauração de um processo administrativo ou mobilização de uma audiência de conciliação”, explica Adriana Menezes, diretora de atendimento de orientação ao consumidor do Procon-BA. Entram na lista apenas 11% dos atendimentos que não foram resolvidos diretamente com a empresa.

A Neoenergia Coelba aparece em segundo lugar na lista, com 172 reclamações cadastradas e 35 atendidas. No cadastro do ano passado, em que foram analisadas as reclamações de 2021, a empresa aparecia no 13º lugar.

Quanto mais clientes atendidos, mais queixas as prestadoras de serviços terão, segundo Tiago Venâncio, superintendente do Procon-Ba. Para ele, isso explica porque as fornecedoras de água e energia sempre participam da lista.

“Os serviços essenciais vêm liderando o ranking das empresas mais reclamadas porque são as mais demandadas. Naturalmente, os problemas são maiores”, defende.

Além dos serviços essenciais, três empresas de telefonia (Oi, Claro e TIM) também contabilizam reclamações, com 160, 118 e 114, respectivamente. As lojas de varejo Casas Bahia (119) e Magazine Luiza S/A (95) aparecem entre as dez primeiras do ranking.

Justiça

O cliente deve procurar a Justiça quando já buscou soluções administrativas junto à empresa ou Procon, como explica o advogado Ivan Pires, que atua na área do Direito do Consumidor. “É importante que haja a comprovação dos danos em relação e ficar atento aos prazos estabelecidos pelo Código de Defesa do Consumidor”, indica o advogado. O prazo para que o cliente reclame de um problema é de 30 dias para produtos ou serviços não duráveis e 90 para duráveis.

Para evitar problemas futuros com empresas, além de estar atento ao ranking divulgado pelo Procon, é importante tomar alguns cuidados. “Ler os contratos, não acreditar apenas no que é dito e publicizado. Importante também buscar um profissional técnico jurídico para defender seus direitos”, indica o advogado Vinícius Barros.

Informações do Correio.
Foto: Reprodução

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