Saiba por que famosos estão comprando câmara de oxigênio

Em busca de retardar o envelhecimento, tratar lesões e melhorar o bem-estar, artistas como Cauã Reymond, Cláudia Raia e Neymar Jr, optaram por investir em uma câmara hiperbárica para usarem em casa. Para explicar os benefícios que as sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica proporcionam e suas contra indicações, a coluna LeoDias conversou com o médico pneumologista, Dr. Arthur Feltrin.

Segundo o especialista, a câmara hiperbárica trata-se de um equipamento que oferece ao paciente um fluxo de 100% de oxigênio, comparado a apenas 21% quando respiramos o ar atmosférico, proporcionando diversos benefícios para a saúde. O equipamento é bastante utilizado por atletas de alto nível no tratamento de lesões, mas vem ganhando cada vez mais destaque entre as celebridades por também auxiliar no processo de rejuvenescimento.

“Os estudos mais atuais mostram que as sessões continuadas e frequentes evitam o encurtamento do telômero, região distal dos cromossomos, garantindo assim, um retardamento do envelhecimento celular. Claro que, apenas as sessões isoladas não garantem o rejuvenescimento. É necessário toda uma disciplina com controle do estresse, boa alimentação, controle da saúde mental, prática de atividade física, entre outros. Todavia, a câmara hiperbárica será um assunto muito falado e utilizado nos próximos anos”, declarou o sócio fundador da Sociedade Médica de Oxigenoterapia Hiperbárica do Brasil, Dr. Arthur Feltrin.

Ainda de acordo com o pneumologista, para manusear o equipamento e realizar as sessões de forma correta é necessário o acompanhamento de um profissional e antes de iniciar o tratamento os pacientes devem passar por uma avaliação médica.

“A indicação deve sempre ser avaliada junto com seu médico assistente. Número de sessões, frequência, duração de cada sessão. De maneira geral, a primeira sessão começa com 60 minutos, passando para 90 minutos nas sessões seguintes. Durante a sessão, uma enfermeira hiperbarista com conhecimento no funcionamento da câmara é fundamental para manejo e segurança. Explicar para o paciente – de forma individual e clara – sobre os benefícios e ações do processo no seu organismo é de extrema importância para o tratamento”, afirma o médico em entrevista à coluna LeoDias.

“Os resultados dependem de dois motivos principais: indicações da câmara hiperbárica e frequência na realização. Para situações mais agudas, como pós-operatórios de cirurgias plásticas, por exemplo, o ideal são sessões diárias, com ação de: menor risco de infecções, melhora da dor, com menor utilização de analgésico, ação bactericida, entre outros. Nas indicações sobre longevidade e rejuvenescimento, as sessões podem ser mais espaçadas, porém, com maior duração no número de sessões”, completou.

Questionado se há alguma contraindicação para realizar o tratamento de Oxigenoterapia Hiperbárica, o Dr. Arthur Feltrin respondeu: “Sim. Por isso, o médico assistente deve sempre estar ciente do quadro. Alguns problemas respiratórios, gravidez, glaucoma, claustrofobia, entre outros, são algumas indicações que não devemos indicar”, declarou.

Conforme apurado pela nossa reportagem, uma sessão de Oxigenoterapia Hiperbárica em uma clínica custa em média um valor entre R$ 450 a R$ 650. Já para os interessados em comprar o equipamento para instalar em casa precisam desembolsar aproximadamente R$ 100 mil dependendo da marca desejada.

Dermatologista nega que tratamento ajuda no rejuvenescimento

A coluna LeoDias também conversou com a médica dermatologista Dra. Fernanda Bombonatti, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, sobre o uso da câmara hiperbárica como tratamento de rejuvenescimento da pele.

“A função da Câmara Hiperbárica é fazer com que o paciente tenha uma alta concentração de oxigênio no sangue, favorecendo o sistema de recuperação, seja em qual órgão for, ser ativado, ser potencializado. O paciente fica dentro de um ambiente, que é a câmara hiperbárica, em uma concentração de 100% de oxigênio, monitorado por um profissional de saúde, geralmente são sessões de 1h30”, disse a dermatologista.

“A questão de ser usado para rejuvenescimento não tem qualquer comprovação que isso funcione, pois o tratamento faz uma reparação de um tecido danificado e não envelhecido, o organismo não vai entender que ali tem um dano, ele só vai entender que está envelhecimento. Aprovado pela Anvisa com certeza não é “, completou a profissional.

Informações da Metrópoles.
Foto: Reprodução

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