SAÚDE: Por que as mulheres sofrem mais com dor de cabeça do que os homens

Uma dor latejante e aguda, localizada só de um lado cabeça; o menor sinal de luz se torna insuportável; qualquer barulho tira a pessoa do sério; enjoo a ponto de provocar vômitos.

Se você se identificou com a descrição desses sintomas, é porque, muito provavelmente, você é uma das vítimas da enxaqueca, um dos tipos mais comuns de cefaleia, conhecida comumente como dor de cabeça. Além da enxaqueca, há um outro tipo mais frequente de dor de cabeça, que é a cefaleia tensional.

A neurologista Maria Clara Clara Carvalho, da rede Mater Dei, afirma que o abuso de analgésico aumenta o risco de desenvolver cefaleia. “Se você sente necessidade de usar analgésicos mais de três vezes por mês, deve procurar um médico”, alerta a neurologista, que tem pós-graduação em dor.

Segundo Maria Clara, é muito comum as pessoas atribuírem a dor de cabeça a outros fatores, como uso de bebida alcoólica, uma crise de estresse ou a um determinado alimento. Mas a médica observa que a cefaleia pode ser de origem primária, ou seja, aconteceria independentemente de outros fatores.

Para estimular as pessoas a tratarem o problema, a Sociedade Brasileira de Cefaleia criou uma campanha divulgando que, se alguém sente dor de cabeça por três ou mais vezes em um mês, deve marcar uma consulta com um especialista.

Mulheres sofrem mais

A enxaqueca, em média, vitima três vezes mais as mulheres que os homens. Embora possa ocorrer em qualquer época, é muito comum que seja especialmente no período menstrual – por causa da queda de produção do estrogênio – e costuma durar em média 72 horas.

As causas da enxaqueca podem variar de acordo com o paciente e muitas vezes há uma predisposição genética para desenvolvê-la. A alimentação também pode contribuir para a sua ocorrência. “O leite animal pode provocar enxaqueca em algumas pessoas, inclusive os derivados do leite. Por isso, manteiga e chocolate também podem aumentar a chance de desenvolver a doença. Mas há pacientes, raros, que sentem dor de cabeça por causa de laranja”, revela Ítalo Almeida, neurologista adepto da medicina integrativa há 18 anos.

Dor de cabeça tensional

A cefaleia tensional é mais comum, mas, segundo Maria Clara Carvalho, não é a que mais motiva a ida ao neurologista, pois é a enxaqueca que causa danos à rotina dos pacientes, como irritabilidade, e dificuldade ou impossibilidade de trabalhar. A dor de cabeça tensional pode durar até sete dias e se manifesta na região frontal ou occipital (a parte de trás do crânio). Costuma ocorrer no fim do dia e não apresenta os sinais da enxaqueca, como sensibilidade à luz e náuseas. Suas causas mais comuns são tensão muscular e estresse.

Nesse tipo de cefaleia, a dor é mais leve que na enxaqueca. Costuma responder ao analgésico comum e é muito frequente. Provavelmente, 100% da população vai sofrer dela em algum momento da vida.

A enxaqueca não tem cura, mas há tratamento para a doença. Uma das possibilidades é recorrer à medicina integrativa, que trabalha com controle de estresse, exercício físico, disciplina do sono e nutrição adequada. “Tudo isso influencia no nosso corpo. A medicina integrativa se dedica a saber o que faz bem para o corpo como um todo”, diz Ítalo Almeida.

Informações do Correio.
Foto: Freepik

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