SAIU NA ADORO: Sustentabilidade no agronegócio, uma tendência que veio para ficar

Texto: Elisabeth Guerra 

Não é de hoje que se prega a responsabilidade social nas empresas dos mais diversos segmentos para gerar processos mais limpos que respeitem a sociedade e o meio ambiente. Com o agronegócio não é diferente, sendo que essa preocupação toma conta cada vez mais da agenda dos produtores rurais que buscam compensar de forma positiva o meio ambiente. Na Bahia, estado que é considerado uma potência agroambiental, foram implementados modelos sustentáveis, principalmente no que diz respeito à agropecuária, como por exemplo a utilização de energia eólica e solar, energias limpas, ou seja, renováveis. 

Para o assessor especial da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Thiago Guedes Viana, o estado ocupa hoje um lugar de destaque no setor agropecuário, e por isso deve prezar pela chamada produção verde, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa (GEE): “No cenário atual esse é o grande desafio, reduzir a emissão e aumentar o sequestro e a fixação de gases do efeito estufa na agropecuária. Além disso, é preciso incentivar o maior uso de conhecimento técnico de práticas agronômicas de conservação de solo, água e biodiversidade. É importante ampliar o uso destas agrotecnologias para os três biomas da Bahia, e desta forma viabilizar conhecimentos e acesso ao crédito rural para produtores e agricultura familiar.”

Ele destaca que o setor agropecuário pode contribuir de forma relevante para reduzir as emissões de gases poluentes, principalmente, por meio da expansão das atividades agropecuárias e florestais em áreas degradadas ou em recuperação. “É fundamental que seja feito um novo modelo de produção sustentável, tendo em vista o uso de práticas produtivas de manejo, com ações redutoras de emissão de carbono, colocando o estado da Bahia na vertente mundial de uma agropecuária mais limpa e com vantagens para o agronegócio no estado.”

Para o futuro, Thiago prevê uma relação cada vez mais pautada nos conceitos da Agroecologia: “Cada vez mais o setor econômico atuará na vertente de atender às demandas e apelos socioambientais. Não é razoável, nos dias atuais, termos investimentos (público/privado) sem ter ações concretas e diretas de mitigação de impactos e com foco na redução dos GEE. Um agroecossistema é considerado sustentável quando exibe os fatores de manutenção dos recursos naturais e da produtividade agrícola a longo prazo, mínimo de impactos adversos ao ambiente, retorno econômico, otimização da produção com o máximo de uso de insumos internos do agrossistema e mínimo de insumos externos, satisfação das necessidades humanas de alimentos, atendimento de necessidades sociais como emprego, segurança, saúde e conforto, e é justamente para esse caminho que estamos caminhando”, finaliza.

Veja outras ações importantes para o setor agro:

– Potencialização do estímulo à regularização ambiental; 

– Cumprimento do código florestal;

– Ordenamento territorial;

– Pesquisa e preservação da biodiversidade na propriedade e nas bacias; 

– Desenvolvimento de novas tecnologias para uso de bioinsumos;

– Sistemas irrigados e terminação intensiva de bovinos, que vão oferecer mais opções para o produtor;

– Plantação de florestas para a recuperação de áreas ambientais e produção comercial de madeira, fibras, bioenergia e outros;

–  Ampliação da integração lavoura-pecuária-floresta e dos sistemas agroflorestais.

Fotos: Divulgação/Seagri | Reprodução

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