SAIU NA ADORO: Vontade de ficar só: Veja quando a solidão e o isolamento se tornam um problema de saúde

Uma coisa é certa: o ser humano sempre andou em grupo. No início era por sobrevivência, mas com o passar do tempo, o formato de convivência foi se configurando e servindo para que as comunidades tivessem indivíduos com papéis definidos, seja na caça, colheita ou no cuidado com as crianças.
Esse ser social que o homem sempre foi o fez moldar suas práticas levando em conta essa condição. Basta observar a sociedade atual, na qual cada segmento cumpre a sua função para gerir o todo, a exemplo, da indústria, das escolas ou do comércio.

De acordo com a psicóloga Flavia Rizkalla, a psique humana também foi moldada assim, fazendo com que a pessoa sinta a necessidade de estar acompanhada para suprir o seu lado afetivo e emocional com amor, compreensão e até mesmo diálogo: “As pessoas precisam de motivação para seguir adiante e estar em sociedade promove isso. Porém não adianta estar em grupo e se manter isolado por muito tempo. Isso é um sinal claro de que algo não vai bem.”

A profissional lembra que é muito importante ter momentos para estar só, mas que é necessário buscar sempre o equilíbrio: “Proporcionar a si próprio momentos de introspecção pode ser muito benéfico tanto para a sua saúde mental como a física, já que vivemos num mundo muito barulhento e cheio de estímulos. Mas é preciso analisar se isso é uma coisa recorrente, pois se chegar a atrapalhar o dia a dia e as relações com outras pessoas, é hora de buscar ajuda.”

O motivo é que, segundo ela, o isolamento em excesso pode dificultar o cenário para quem já está com algum medo ou insegurança, traumas, baixa autoestima, cansaço extremo e até mesmo tristeza: “Se isolar demais pode ser uma grande oportunidade para alimentar ainda mais os pensamentos negativos, por exemplo, e gerar um ciclo no qual sozinha a pessoa não consegue sair.”

Por isso, se esse isolamento estiver atrapalhando a rotina ou gerando dificuldades para se relacionar com outras pessoas é hora de buscar ajuda profissional. Para ajudar a esclarecer a dúvida, a Dra. Flávia sugere que a pessoa se faça uma série de perguntas.

Confira:

1 – Você responde às mensagens ou interage com outras pessoas na mesma frequência de antes?
2 – Quando está na companhia de outras pessoas prefere ficar calado e se manter em silêncio?
3 – Você perdeu a vontade de sair de casa ou até mesmo do próprio quarto e deixou de interagir com familiares e amigos?
4- Você costuma sentir vontade em postergar os compromissos para outro momento?
5 – Você já não consegue mais falar sobre os seus sentimentos com outras pessoas e prefere guardar tudo para si?

Caso tenha respondido SIM para uma ou mais questões, procure um profissional capacitado para lhe ajudar.

Foto: Divanildo Silva

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