SAIU NA ADORO: Quando o sonho da cirurgia plástica se torna um pesadelo: Especialistas alertam para a importância do pós-operatório para evitar o aparecimento de fibroses

Difícil achar alguém que esteja completamente satisfeito com a imagem refletida no espelho. E nessa busca pela perfeição, é cada vez maior o número de pessoas que apostam em procedimentos para melhorar a aparência, a exemplo da cirurgia plástica. O problema é que não adianta optar por um tratamento tão invasivo sem planejar muito bem todo o processo. Esses cuidados devem abranger desde a escolha do profissional ao acompanhamento do pós-operatório, que garante excelência no resultado, já que previne as temidas fibroses.

Intercorrências podem existir como o surgimento da fibrose pós-operatória, que é, na verdade, um processo natural do organismo em reação a uma incisão ou trauma, e é justamente aí que entra a importância da fisioterapia para a prevenção e o tratamento dessa intercorrência. Quem explica isso é a fisioterapeuta Joyce Elias, especializada no acompanhamento pré, intra e pós-operatório de cirurgias desse tipo. Segundo ela, a fibrose ocorre em um processo comum cicatricial após os procedimentos cirúrgicos, ou outros onde o corte dos tecidos seja necessário: “É uma resposta tecidual em defesa do próprio organismo para manter sua homeostasia. Em geral, a fibrose começa a se desenvolver logo em seguida ao sangramento causado pela ruptura dos vasos sanguíneos, onde plaquetas formam um coágulo inicial que atrai células inflamatórias e outras substâncias responsáveis pelo processo de reparação dos tecidos.”

Dra. Joyce ressalta a importância da atuação do fisioterapeuta dermatofuncional em todas essas etapas que envolvem o procedimento, – uma vez que sua eficiência não depende unicamente da habilidade do cirurgião plástico -, tendo tais cuidados e demonstrando fatores preventivos de possíveis complicações cirúrgicas: “O plano de tratamento tem uma abordagem imediata especializada, mas ele deve acontecer mediante avaliação e análise do quadro clínico de cada paciente”, explica ela.

A profissional trabalha em parceria com a fisioterapeuta Danielly Araújo, que chama atenção de que cada resultado é único e individualizado: “Essa resposta vai depender da fase de cicatrização em que cada paciente se encontra. É papel do fisioterapeuta dermatofuncional utilizar de recursos para preparar o paciente para a cirurgia, acelerar o processo de recuperação, além de auxiliar na prevenção e no controle de complicações.”

Para evitar o problema, a Dra. Danielly ressalta que o cuidado não deve ser somente após o procedimento, mas deve aparecer desde o início, no planejamento da cirurgia e na avaliação pré-operatória. “Vale lembrar que técnicas e recursos mal aplicados acabam HIPER estimulando a matriz extracelular, que é responsável por produzir o tecido de cicatrização, o que favorece o aparecimento de fibroses”, finaliza.

Fotos: Divanildo Silva

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